O plano de fazer um stop motion em cima da história típica de entre
mocinho e bandido, nasceu do primeiro vídeo sobre a personagem Bob Calango. A
origem desta personagem vem de uma história trágica e cômica em que um simples
calango tem sua família devorada por um gato, sendo ele o único a escapar e
para se vingar ele vira o destemido Bob Calango que resultou no vídeo: A origem
do herói. Neste contexto, o stop motion- técnica de animação quadro a
quadro -produzido, embasa a continuação desta história com o título de ''Bob
Calango: A vingança''. Por consequência deu se origem ao roteiro¹ e
storyboard²- série de ilustrações em sequência com o propósito de se ter uma
pré-visualização do vídeo.
'
'...as imagens, as palavras, as construções de
linguagem entranham-se nas almas humanas, fornecem meios e razões de viver aos
homens e suas instituições são recicladas por grupos organizados e
instrumentalizados, como também por circuitos de comunicação e memórias
artificiais.''(LEVY, 1999, pág.22)
Roteiro¹
IDEIA
Um simples calango que teve sua família devorada por
um gato agora retorna como o herói Bob Calango ao local onde tudo aconteceu
para vingar sua família.
STORYLINE
Depois de um tempo treinando no exército, Bob Calango
retorna ao local onde numa terrível manhã um gato matou sua família, lá ele o
encontra e a batalha final começa.
ARGUMENTO
Depois de ter sua família assassinada por um gato e de ter passado meses
treinando no exército, em busca de seu inimigo: O gato, Bob Calango retorna à
vila onde vivia. Bob sente o cheiro do felino de longe e antes de encontrá-lo,
o herói observa a única foto de sua família, logo fixando seu olhar de ódio no
local em que está o gato.
O felino assassino conversa, fuma e bebe com outros gatos num bar, ele
conta como degustou de três calangos de uma vez, se vangloriando de seu feito.
Ao encontra-lo, Bob Calango o observa, ele está louco de ódio e sua sede de
vingança aumenta a cada segundo.
Bob Calango se aproxima do gato sem que ele perceba e o surpreende com um tiro. Ao vê-lo,
o felino lambe os lábios e diz que Bob irá para junto de sua família assim que
devorá-lo. Bob rapidamente usa suas armas para deter o felino, porém, não
causam um mísero arranhão no gato. Com isso, Bob Calango descobre que o felino
não é apenas mais um gato, ele é um gato imortal, portanto, só há uma maneira
de impedi-lo que traga males à calangos inocentes: prendendo - o. Bob Calango usa
sua ultima arma, a pokebola, e aprisiona o gato assassino por toda eternidade.
Daí por diante Bob Calango está livre de seu carma,
sua família está vingada, e depois de ficar conhecido em toda sua vila, um gato
nunca mais se aproximou de algum calango.
Storyboard²
Desejei continuar está história pelo fato de o primeiro vídeo ter arrancado boas risadas de quem o assistiu. Isso foi uma imensa motivação para a
criação do segundo vídeo fazer as pessoas gargalharem é um objetivo que tento
alcançar com minhas obras desde algum tempo e tenho conseguido, com desenhos,
curtas e etc, tudo feito com o melhor humor que tenho. Penso que o mundo vê e
ouve coisas ruins sempre, em todos os tipos de mídias, então porquê não tornar
certos fatos ruins em algo engraçado? Rir alivia a tensão e o tédio do
cotidiano, nos faz escapar por um momento da realidade e voltar toda a atenção
para a piada.
Para a criação deste vídeo foram utilizados massa de modelar colorida e
brinquedos para compor as personagens, e preparar o cenário no quintal de um
membro da equipe. Foi necessário a atuação do animal de estimação deste membro
para representar o gato na história. Usaram se câmeras digitais e softwares de
edição de vídeo.
Logo no inicio encontrei a dificuldade de pôr o gato em posições ao menos
parecidas com a do storyboard. Depois de um tempinho e uns petiscos de
carne, consegui com que o felino ''colaborasse'' com as imagens. Com as fotos
em mãos, segui as orientações do manual do programa Adobe Premiere para
construir um pequeno filme com as mesmas. Corta, reduz o tempo, edita a imagem,
muitos detalhes foram cruciais para que as imagens ''seguissem'' as musicas que
as acompanhavam. Não foi preciso efeitos mirabolantes para chegar no resultado
que desejava.
Enfim entender o eletrônico e o digital tornou o processo mais lento,
quero dizer, lhe dar com softwares de edição de vídeo me fez trabalhar muitos
mais a mente e gastar horas em frente a tela do monitor por vezes revisando
filme. Isso devido a falta de domínio que ainda tenho sobre estes programas - Adobe
Premiere e After effects- e ao pouco conhecimento deste universo
cibercultural. No entanto, sei o quanto posso explorá-lo sem parar, pois este
universo está em constante mutação.
Por Su Xavier























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